Arte da Plataforma: Representação em vitral da Balança da Justiça Divina perante o mistério do sofrimento humano.
| Tema | Explicação e Fundamentação Doutrinária |
|---|---|
| O Mistério do Sofrimento do Inocente | Quebra o dogma farisaico de que todo doente ou pobre é amaldiçoado. O sofrimento do justo possui um caráter de prova (purificação), não necessariamente punição retributiva. |
| A Integridade e o Amor Desinteressado | A pergunta de Satan: "Acaso é por nada que Jó teme a Deus?" (Jó 1,9). O livro prova que o homem é capaz, pela graça, de amar a Deus pelo que Ele É, e não apenas pelas bênçãos que Ele dá. |
| A Soberania e Incompreensibilidade Divina | Deus é o Criador que sustenta o Leviatã e as estrelas; Sua sabedoria não cabe no tribunal humano. O homem não pode intimar Deus a prestar contas de Suas ações providenciais. |
| A Pobreza dos Consoladores Humanos | Os amigos de Jó ilustram a teologia moralista e fria que julga quem sofre. Ensina que o consolo verdadeiro exige compaixão silenciosa, e não discursos acusatórios preconcebidos. |
O conselho no Céu; as incursões de Sabeus e Caldeus, a queda da casa sobre os filhos e as úlceras de Jó.
Após sete dias de silêncio fúnebre, iniciam-se as três rodadas de discursos de acusação dos amigos e a defesa de Jó.
Deus fala no redemoinho. Descreve a arquitetura do universo e o domínio sobre os monstros Beemote e Leviatã.
Jó confessa, arrepende-se no pó, intercede por seus amigos e o Senhor restaura sua fortuna, doando novos filhos e mais 140 anos de vida.
Diferente de Abraão, Moisés ou Davi, o patriarca Jó não pertencia ao povo da Aliança de Israel. Ele habitava a terra de Uz e era o que a Bíblia classifica como um gentio (estrangeiro). A inclusão de sua história no Cânon Sagrado demonstra a universalidade da graça divina. A Igreja Católica reconhece que Deus pode comunicar Sua sabedoria a todos os homens de boa vontade. Jó agia como verdadeiro "sacerdote" de seu lar, oferecendo sacrifícios por seus filhos antes mesmo da Lei de Moisés e do Templo de Jerusalém existirem, testemunhando a pureza da religião natural alinhada à consciência.
O terrível flagelo que cobriu o corpo inteiro de Jó com úlceras malignas, da planta do pé ao alto da cabeça (Jó 2,7), gerando dores excruciantes e rejeição social, gerou uma profunda devoção na Igreja ao longo da Idade Média. São Jó passou a ser venerado e invocado pela tradição católica como o padroeiro especial dos hospitais de isolamento, dos leprosos, das pessoas acometidas por doenças venéreas, úlceras e, mais tarde, sífilis. Diversos hospitais de misericórdia na Europa foram dedicados ao seu nome, inspirando os enfermeiros a enxergarem Cristo padecente na carne apodrecida dos doentes.
15. O Que Eu Aprendi? (Resumo da História da Salvação em Jó)
16. Minhas Reflexões Espirituais e Propósitos de Conversão
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